Brasil registra 116 mil autorizações para importação de cannabis medicinal

Brasil registra 116 mil autorizações de cannabis

O maior número do primeiro semestre ocorreu em março, quando foram contabilizados 23.199 pedidos, considerado um pico atípico dentro da série analisada.

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Cannabis medicinal ganha espaço no tratamento

Na avaliação da Cannect, responsável pelo levantamento, o crescimento dos números pode indicar uma mudança no perfil de utilização dos produtos à base de cannabis medicinal.

A empresa avalia que a cannabis vem deixando de ser utilizada apenas em situações consideradas excepcionais e passou a integrar tratamentos de manutenção para milhares de brasileiros com doenças crônicas.

A análise, entretanto, representa a interpretação da entidade a partir dos dados de importação e não significa que todos os produtos importados tenham a mesma indicação ou sejam destinados às mesmas condições de saúde.

Anvisa atualizou regras para cannabis medicinal

O crescimento das autorizações ocorre em meio a mudançaAnvisa autorizou 116.372 importações de produtos à base de cannabis entre janeiro e junho; média mensal chegou perto de 20 mil autorizações

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou 116.372 importações de produtos à base de cannabis medicinal entre janeiro e junho de 2026. O número representa um crescimento de quase 29% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento realizado pela Cannect com base em informações obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Os dados indicam um aumento na procura por produtos de cannabis destinados ao uso medicinal no país. De acordo com o levantamento, a média mensal de autorizações em 2026 ficou próxima de 20 mil, acima das aproximadamente 15 mil registradas durante o primeiro semestre do ano passado.

Junho teve mais de 18 mil autorizações

Somente em junho, foram registradas 18.255 autorizações de importação de produtos à base de cannabis medicinal.

s no marco regulatório do setor.

Em fevereiro de 2026, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.015/2026, que atualizou as regras relacionadas à autorização sanitária para fabricação e importação de produtos de cannabis destinados ao uso medicinal humano.

A norma substituiu e atualizou dispositivos do marco estabelecido anteriormente pela RDC 327/2019. A nova regulamentação entrou em vigor em 4 de maio de 2026.

A agência também divulgou esclarecimentos sobre a aplicação da nova regulamentação, elaborados a partir de dúvidas recebidas pelos canais de atendimento e de discussões técnicas realizadas durante o processo de revisão das regras.

Dados foram obtidos pela Lei de Acesso à Informação

O levantamento que aponta o crescimento das importações foi realizado pela Cannect utilizando informações obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Os números consideram as autorizações concedidas pela Anvisa para a importação de produtos à base de cannabis medicinal no período analisado.

O avanço de quase 29% no primeiro semestre de 2026 coloca a importação desses produtos em trajetória de crescimento e evidencia a expansão do mercado relacionado à cannabis medicinal no país.

Crescimento acompanha mudanças no cenário regulatório

Além do aumento das autorizações, a atualização das regras pela Anvisa representa uma mudança importante no ambiente regulatório dos produtos de cannabis para uso medicinal.

Com a entrada em vigor da RDC 1.015/2026, fabricantes e importadores passaram a operar sob um marco regulatório atualizado, enquanto pacientes e profissionais de saúde passaram a contar com novas orientações sobre os procedimentos relacionados aos produtos.

Os dados do primeiro semestre mostram que a demanda por importação continua em alta e que a cannabis medicinal ocupa espaço crescente entre as alternativas terapêuticas utilizadas no Brasil.

Fonte: Agência Brasil, com dados da Anvisa e levantamento da Cannect baseado em informações obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Observação: a autorização de importação pela Anvisa não significa que qualquer produto de cannabis possa ser utilizado livremente ou sem acompanhamento médico. O uso medicinal deve observar as regras sanitárias vigentes e a orientação de profissional habilitado.

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